O nome do Município de Sandovalina é uma homenagem ao seu fundador Antônio Sandoval Neto.
A cidade de Sandovalina teve seu início como povoado por volta de 1.950, pela fundação da Vila pelo Senhor Antônio Sandoval Neto, proprietário de vasta área de terras na região. A fundação do povoado deveu-se aos últimos resquícios de pioneirismo que se notava na região da Alta Sorocabana e que demandava rumo ao Norte/Noroeste do Estado do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Com o preparo da terra para o algodão e outras culturas, muitas foram as famílias que se fixaram no Município, concentrando-se uma pequena parte onde se situa a atual cidade de Sandovalina. Aos poucos o povoado foi crescendo, o comércio desenvolveu-se e Antonio Sandoval Neto visualizando no local uma futura cidade, loteou uma área em torno do povoado, vendendo os lotes à presta;áo.
Com o desenvolvimento do povoado os moradores reivindicaram a criação do distrito de Paz de Sandovalina, criado no Município de Presidente Bernardes, com sede e povoado de igual nome e com território desmembrado do Distrito de Nova Pátria pelo Decreto n. 2.456 de 30 de dezembro de 1.953, posto em execução em 01 de janeiro de 1.954.
Sandovalina foi elevada a Município com sede na Vila de igual nome, pela Comissão Administrativa do Estado, presidida pelo Deputado Leônidas Camarinho, pela Lei n 5.121 de 31 de dezembro de 1.958, regulamentada pela Lei n. 5.285 de 18 de fevereiro de 1.959, instalando-se o Município em 01 de janeiro de 1.960.
Há muito tempo Sandovalina era conhecida como a região do Babaquá; No meio rural sabe-se que "Barbaquá" é uma construção onde se faz a cancha da erva mate, ou seja, a sua secagem.
Alguns pioneiros do local falam de nativos locais (descendentes de índios e/ou paraguaios) que exploravam a Erva Mate na região, principalmente às margens do Ribeirão Taquarussú, ainda hoje encontra-se em algumas fazendas pés remanexcentes de Erva Mate (llex paraguaiensis), isto aliado a que o Município de Sandovalina faz divisa com o Município de Santo Inácio/PR pelo Rio Paranapanema, e que no mesmo há vestígios (hoje alagados) da redução jesuíta Santo Ignácio e como se sabe que uma das vergas do sustentáculo econômico dessas reduções era a Erva Mate, deduz-se que há possibilidades de desenvolvimento da cultura na região.